Exame do Líquido Cefalorraquidiano Vilhena RO

Informações sobre Exame do Líquido Cefalorraquidiano em Vilhena. Encontre aqui endereços e telefones de médicos especialistas, clínicas e hospitais em Vilhena, além de artigos sobre Exame do Líquido Cefalorraquidiano.

Laboratório Análise Clínica Osvaldo Cruz
(69) 3321-1700
Avenida Paraná 822
Vilhena, Rondônia
 
Laboratório de Análises Clínicas Osvaldo Cruz Posto de Colet
(69) 3322-7512
Avenida Melvin Jones 1177
Vilhena, Rondônia
 
Laboratório Osvaldo Cruz
(69) 3321-3276
Avenida Carlos Sthall 4920
Vilhena, Rondônia
 
Laboratório São Paulo de Análises Clínicas
(69) 3321-3327
Avenida Liberdade 2800
Vilhena, Rondônia
 
Hospital Bom Jesus
(69) 3321-3907
Rua Carlos Sthall 4901
Vilhena, Rondônia
 
Laboratório Biocenter
(69) 3321-3972
Rua Costa e Silva 239
Vilhena, Rondônia
 
Laboratório Vida
(69) 3322-1622
Avenida Liberdade 3006
Vilhena, Rondônia
 
Laboratório de Análises Clínicas Osvaldo Cruz Posto de Colet
(69) 3322-3202
Rua Nelson Tremea 188
Vilhena, Rondônia
 
Bioclin Laboratório de Análises Clínicas
(69) 3321-1427
Rua Nelson Tremea 198
Vilhena, Rondônia
 
Laboratório Musial
(69) 3442-1865
Avenida 25 de Agosto 5260
Rolim de Moura, Rondônia
 

Exame do Líquido Cefalorraquidiano

O exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) tem sido utilizado como aliado no diagnóstico de patologias neurológicas desde o final do século XIX. Além de auxiliar no diagnóstico, a análise deste fluído possibilita o estadiamento e o acompanhamento de afecções vasculares, infecções, inflamações e neoplasias que atingem, tanto de forma direta quanto indireta, o sistema nervoso.A coleta do LCR deve ser feita por meio de uma punção, em ambiente hospitalar, que pode ser suboccipital (logo abaixo do crânio) ou lombar (entre a terceira, a quarta e a quinta vértebras lombares). É imprescindível que o procedimento seja totalmente estéril e realizado por um profissional treinado. Por conseguinte a coleta, o paciente deve permanecer em repouso por, no mínimo, 12 horas e hidratação forçada.Habitualmente, coleta-se o líquido cefalorraquidiano por meio de gotejamento em três tubos estéreis devidamente identificados. Um dos tubos é destinado para análises bioquímicas e sorológicas, outro é destinado à microbiologia e o terceiro, à citologia. Existe a opção também de coletar um quarto tubo destinado à análise microbiológica. Recomenda-se também coletar sangue concomitantemente, para que seja feito um estudo comparativo dos níveis de proteína (globulinas) e glicose.A análise clínica do LCR já é iniciada com a coleta, sendo que neste ponto do processo verifica-se se o fluído corre sob pressão (o que indica hipertensão intracraniana) ou simplesmente em gotejamento vagaroso (considerado normal). Outro ponto que deve ser analisado é se o LCR está incolor (normal) ou com aparência alterada, podendo apresentar-se cristalino ou turvo, leitoso, xantocrômico (coloração rosada, alaranjada ou amarelada) ou sanguinolento (hemorrágico). Neste último caso, deve-se distinguir o acidente de punção, da hemorragia intracraniana, sendo que no primeiro caso, os tubos vão ficando gradativamente mais claros, enquanto que no segundo caso, os tubos mantêm a mesma coloração. A xantocromia pode ter etiologia na presença de produtos que degradam eritrócitos, na presença de bilirrubina, de caroteno, de quantidade exacerbada de proteínas, ou na presença de pigmento de melanoma.O procedimento citológico deve ser iniciado em sequência à coleta do LCR, uma vez que as células suspensas no LCR sofrem degradação rapidamente quando in vitro. Habitualmente as células são contadas por milímetro cúbico, com o auxílio da câmara de Fuchs-Rosental, sendo necessária diluição somente em casos de elevada celularidade. Uma quantidade de líquor deve ser reservada para análise de uma lâmina fixada e corada, para que seja feita a distinção entre as células encontradas. O comum é que haja predomínio de linfócitos, com presença de alguns monócitos e quase nenhum neutrófilo. O aumento demasiado de linfócitos sugere a presença de infecções, sendo que o predomínio de neutrófilos indica infecção bacteriana, e o predomínio de linfócitos relaciona-se com infecções virais e tuberculosas. A observação de eosinófilos, em qualquer quantidade, é um forte indicativo de presença de parasitas no sistema nervoso. Ocasionalmente podem ser observadas células ependimárias.Já que o LCR não é formado somente pelo processo de filtração, alguns componentes são diferentes quanto à sua concentração, quando comparado ao plasma sanguíneo. A concentração de proteínas encontra-se muito abaixo da observada no plasma, sendo assim, aumento deste componente está ligado à lesão da barreira hematoencefálica ou à síntese intratecal de imunoglobulinas. Para que este fluído seja estudado com maiores detalhes, o LCR pode ser submetido ao procedimento de eletroforese de proteínas. A concentração de glicose varia de acordo com a concentração plasmática, sendo que a sua elevação indica que houve uma elevação deste componente no plasma sanguíneo, enquanto que sua redução sugere a presença de meningite bacteriana. Outros componentes que podem ser dosados no LCR são: lactato, cloretos, glutamina, desidrogenase láctica e isoenzimas da creatino-quinase.A análise microbiológica consiste na coloração de Gram e a cultura para bactérias piogênicas e, caso haja a suspeita de meningite tuberculosa, a coloração de Ziehl-Nielsen e cultura em meio específico.Fontes:http://www.fleury.com.br/Medicos/SaudeEmDia/ManualNeuro/pages/L%C3%ADquidocefalorraquidiano.aspxhttp://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADquido_cefalorraquidianohttp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442008000200006http://esclerosemultipla.wordpress.com/2006/07/04/exame-lcr/