Clinicas de Fertilidade Macapá, Amapá

Encontre Clinicas de Fertilidade em Macapá. Conheça os profissionais especializados desta área em sua região, aproveite e leia nossos artigos com tutoriais, dicas e informações relevantes sobre este assunto.

Luzilda Amorim Ribeiro Gonçalves
(96) 3242-0064
Avenida Padre Júlio Maria Lombard 2832 s 7
Macapá, Amapá
 
Selma Maria Dagher
(96) 3223-8959
Avenida Raimundo Álvares da Costa 1227
Macapá, Amapá
 
Paulo Roberto Balbino
(96) 3223-0576
Avenida 13 de Setembro 543
Macapá, Amapá
 
Policlínica de Macapá
(96) 3241-3164
Rua Jovino Dinoá 4126
Macapá, Amapá
 
Hemodiagnóstico
(96) 3217-0700
Avenida Coaracy Nunes 892
Macapá, Amapá
 
Hospital Santa Bárbara
(96) 3225-5150
Avenida Ana Nery 890
Macapá, Amapá
 
I o M Instituto de Oncologia e Mastologia
(96) 3261-1560
Tv Joaquim Gouveia 160 s B
Macapá, Amapá
 
Arivaldo de Souza Nunes
(96) 3223-7334
Avenida Henrique Gallucio 1242
Macapá, Amapá
 
Clínica Santa Rita
(96) 3222-5699
Avenida José Antônio Siqueira 751
Macapá, Amapá
 
Consultório Dra Gisele Ghammachi
(96) 3222-0771
Avenida Raimundo Álvares da Costa 1227
Macapá, Amapá
 

Clinicas de Fertilidade

Nas vésperas do casamento, Gislene procurou os ginecologistas da Santa Casa de São Paulo para fazer seus exames pré-nupciais. Ela se casou com Rodrigo em 2007 e, desde então, decidiu que queria ser mãe. Tentou engravidar várias vezes e não conseguiu. Três anos depois, ela e o marido comemoraram a notícia da gravidez natural, só que, na 23ª semana, Gislene perdeu o bebê. Depois de dois anos, o casal, sabendo que a Santa Casa oferecia reprodução assistida gratuitamente, procurou ajuda. Os exames constataram que ambos tinham problemas de fertilidade, e os médicos recomendaram a fertilização in vitro – única forma de terem o filho que tanto queriam. “O tratamento era feito com injeções para estimular minha ovulação. Fiz a aspiração de três óvulos para serem fertilizados, mas só dois foram implantados, porque é a quantidade que a legislação permite na idade que eu tinha na época (34 anos). Depois de um tempo, fiz o teste de gravidez e deu positivo. Eu tive muita sorte mesmo, deu certo na primeira vez e não paguei nada”, conta.

Gislene teve uma complicação, gravidez com trombose placentária. A explicação é a seguinte: a capacidade de coagulação aumenta com o tempo de gestação como uma forma de o corpo se preparar para a hora do parto e controlar o sangramento, mas algumas mulheres têm mais facilidade de formar coágulos dentro das veias, provocando a trombose. A Santa Casa de São Paulo medicou Gislene gratuitamente com remédios anticoagulantes e fez exames de ultrassom com mais frequência do que o normal. “Eu ia de 15 em 15 dias lá ver se estava tudo bem”, lembra ela. Assim que os médicos tiveram certeza do sucesso do procedimento, ela foi encaminhada para um grupo de pré-natal de risco.

No início de junho, Gislene e Rodrigo tiveram Marina Luz, que nasceu saudável, porém prematura, e teve de ficar 15 dias na UTI para ganhar peso. “Ela está ótima. Demos o nome de Luz, porque quando fizemos o ultrassom após a fertilização, o médico disse que nossos filhos eram aqueles pontos de luz no exame. Ele se referia aos dois óvulos implantados. E Marina é isso pra gente: luz”, compara a mãe.



Casos de infertilidade atingem cerca de 300 mil casais no Brasil

O caso de Gislene não é raro. O Ministério da Saúde calcula que, hoje, quase 300 mil casais não conseguem ter filhos naturalmente no Brasil. O problema pode ser de um dos parceiros ou dos dois. Para o ginecologista Newton, pai de Cristiano, Giovana e Rene, especialista em Reprodução Humana Assistida da Santa Casa de São Paulo, este número é ainda muito maior. Em 1948, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu que a infertilidade conjugal é uma doença. E a nossa Constituição diz que a saúde é um dever do estado. Se a infertilidade é uma doença e o estado deve cuidar da saúde da população, ele deveria garantir o tratamento gratuito para todos. Na década de 1990, o estado privatizou a saúde, passando para a Agência Nacional da Saúde o direito de atendimento da população pelos planos de saúde. A lei existe, mas não é cumprida, por isso hoje muitos casais pagam pelo tratamento, que pode custar de R$ 6 mil a R$ 15 mil - contando que dê certo na primeira tentativa, o que nem sempre acontece. Muitas mulheres tentam diversas vezes e não conseguem engravidar. “Tudo depende de cada caso e, especialmente, da idade. Quanto mais nova a mulher, mais fácil, mas hoje vemos que elas tentam engravidar cada vez mais tarde”, diz Newton.

O Ministério da Saúde reconhece seis hospitais públicos que fazem o tratamento de reprodução assistida (inseminação artificial e fertilização in vitro) gratuitamente. A Santa Casa não está incluída porque é uma instituição privada, que atende qualquer mulher que procure seus serviços. A procura é enorme, hoje são atendidos 15 casais por mês.



O que é a reprodução assistida?

A reprodução assistida pode ser realizada de duas maneiras: a inseminação artificial (tratamento considerado de baixa complexidade), ou fertilização in vitro (considerado de alta complexidade), chamada também de “bebê de proveta”. A escolha por um ou outro depende de cada caso.

A inseminação é mais simples: a mulher toma injeções para estimular a ovulação e, um pouco antes de ovular, o sêmen é separado no laboratório e selecionado para ser inseminado diretamente no útero. A fertilização in vitro é realizada em grande parte dos casais: durante a ovulação, os médicos retiram o óvulo, que é fertilizado com o sêmen colhido em laboratório, e implantado no útero. “Os resultados da fertilização têm aumentado, por isso tem sido o método mais indicado, afirma Newton.

O tratamento de reprodução assistida dura o tempo de um ciclo menstrual, mas algumas mulheres precisam de várias tentativas. É um tratamento moderno, mas não há garantia de que o resultado chega 100% positivo. “Muitas mulheres vêm me procurar com a certeza de que vão engravidar, querendo saber sobre o parto. E eu sempre digo que é preciso calma e paciência”, finaliza o médico.